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<title>Desoxiribonucleico 1.0 (extension: http://caetanocp2.multiply.com)</title><link>http://www.flogao.com.br/tche</link></image><link>http://www.flogao.com.br/tche</link>
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<pubDate>Sun, 06 Sep 2009 02:42:45 -0300</pubDate>
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<title><![CDATA[Amarcord - review]]></title>
<author>tche</author>
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<pubDate>Sun, 06 Sep 2009 00:01:07 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<a href="http://www.flogao.com.br/tche/foto/206/131612614"><img src="http://s74.flogao.com.br/2009/09/06/7/tb_131612614.jpg"></a><br><br>http://caetanocp2.multiply.com/reviews/item/21

Amarcord (1973)

de Fredirico Fellini



Amarcord '73 de Frederico Fellini é um filme de memórias até mesmo no nome. Amarcord no dialeto de Rimini, cidade natal do diretor, significa "eu me lembro". São memórias de uma infância provavelmente a do próprio Fellini, na Itália fascista da década de 30.



Uma análise desse filme mais fiel e sincera a sua concepção de "memórias da memória" Seria feita algum tempo depois de vê-lo. Mesmo tendo visto esse filme algumas vezes, não é logo em seguida, mas semanas (ou até meses) depois que toma forma a idéia essencial de Amarcord. Ao passar o tempo necessário para perdermos os detalhes técnicos do filme sobra, no caso de Amarcord, a essência. As cenas que mais nos marcaram, a lembrança de algumas tomadas, pedaços da trilha sonora entre outros fragmentos do filme seriam sua representação mais fiel; a que Fellini talvez quisesse que guardássemos. Entende-lo apenas através do significado simbólico que cada personagem tem, seria um reducionismo e a perda de um dos caracteres mais próprios da obra: sua multiplicidade, sua capacidade de transitar por diversos formatos da linguagem cinematográfica sem no entanto se prender a nenhum. Sua estrutura polimórfica (as vezes amorfa) é a marca registrada de Fellini que em seus grandes filmes costuma fugir das classificações cinematográficas mais estritas. Apesar de Amarcod ser um filme nostálgico, não seria de todo adequado classificá-lo como cinema de memória.







Com uma linguagem cinematográfica polimórfica, Amarcord é um filme que marca a todos por sua pureza na concepção. Fellini desnuda-se com tamanha simplicidade que sentimos nossas as lembranças da sua Rimini natal. É um filme de grande apelo emocional (sem ser para isso dramático) com cenas que marcam de diferentes maneiras cada espectador. Ao comentar, com alguém, certo personagem ou cena de Amarcord não é raro termos como resposta um outro olhar, outros detalhes ou afecções percebidas pela outra pessoa. Todos tem algo a falar sobre Amarcord: em contraponto a lembrança de Grandisca ou a do tio louco sobre uma árvore gritando "voglio una donna !", surgem em resposta a chegada do colossal transatlântico, o povo indo ao mar para ve-lo (até mesmo um velho cego), as penas deixadas por um pavão em fuga sobre a neve. Cada um tem o seu próprio Amarcord.



Amarcord perpassa a situação política contemporânea a narrativa sob um olhar distanciado, vemos apenas os ecos da Itália fascista da década de 30, cenas utópicas à realidade local de um desfile exaltando Mussolini, o papel da Igreja, a organização social e familiar em Rimini.



Fellini passa a intensidade de suas memórias através da forma física de seus personagens. O tio magro sobre a árvore, a mulher gorda com seios imensos da tabacaria, o Rex no cais e seu tamanho desmensurado. Cada personagem brilha individualmente no seu próprio palco.

Em Amarcord tudo e todos são personagens. O cenário, a distância da câmera, os ângulos e a duração das tomadas. Tudo é tomado de um significado tão exato, próprio e justo que parece natural. É como se o filme nunca tivesse sido feito; como se houvesse se materializado da mente de Fellini diretamente para a tela.









A mágica fluidez do trabalho de Fellini tem em certa parte um caráter técnico. Além de dublar o diálogo dos personagens após a filmagem (prática recorrente entre outros diretores italianos da época) ele usava pequenas orquestras durante as filmagens. Assim, seus atores não atuam levados apenas pelo seu próprio ritmo mas sim embalados pela música de fundo que resultará em uma sincronia com a trilha sonora presente na edição final. Essa sintonia tão fina entre película e a música excepcional de Nino Rota é outra marca do seu trabalho como diretor. Característica que se destaca em Amarcord que pode ser visto de forma romântica como um místico baile de lembranças.



Amarcord foi o último grande filme feito por Fellini obedecendo apenas a sua vontade e independente da pressão de produtores quanto a orçamento, popularidade, forma ou estética da película. Amarcord está entre os filmes mais importantes do diretor: A Doce Vida(1960); Julieta dos Espíritos (1965); As Noites de Cabiria (1957), sendo talvez seu filme mais emblemático ao lado de Oito e Meio (1963).



Fellini dançava no seu próprio ritmo, criando uma obra única que hoje entendemos como o "estilo felliniano". Criava cenas extremamente belas das situações mais simples, graças ao seu destemor a concepções artísticas pré-definidas. Cabe aqui apenas observar que Fellini tem seu destaque não apenas pela competência artística, que é inquestionável, mas pelo contraste de seus filmes com os de outros autores. Fellini certamente não seria Fellini se lhe acompanhassem outros diretores ou uma determinada escola cinematográfica. Talvez o tenham tentado, mas seu cinema é de uma autoria tão verdadeira, que até hoje não há nada que se aproxime da sua obra tendo a mesma qualidade.



Por fim, Amarcord nos relembra (ou ensina) a admirar a beleza do cotidiano, do nosso passado e a projeção do futuro. Vemos na nostalgia suave de Fellini uma esperança de nós mesmos; de quão simples e prazeroso é observar à distância, dentro de si, o mundo que nos cerca.




Bibliografia Geral e Referências:









EBERT, Roger. Grandes Filmes. Ediouro, 2006.



FARIAS, Agnaldo. in A Ilha Deserta - Filmes. São Paulo. PulbiFolha, 2003.



AVELAR, José Carlos. O Engenheiro do Sonho.

in http://www.escrevercinema.com/FelliniEngenheiro.htm



http://contracampo.com.br



http://overmundo.com.br



http://en.wikipedia.org





















José Caetano Dable Corrêa

Ciências Biológicas - UFRJ


<a href=http://caetanocp2.multiply.com/reviews/item/21 target=_blank>http://caetanocp2.multiply.com/reviews/item/21</a>]]></description>
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<author>tche</author>
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<pubDate>Mon, 23 Feb 2009 22:35:09 -0300</pubDate>
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<title><![CDATA[Mia Couto]]></title>
<author>tche</author>
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<pubDate>Mon, 03 Nov 2008 12:01:57 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<a href="http://www.flogao.com.br/tche/foto/203/127989541"><img src="http://s71.flogao.com.br/2008/11/03/36/tb_127989541.jpg"></a><br><br>Mia Couto
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Mia Couto (Beira, Moçambique, 1955) é um dos escritores moçambicanos mais conhecidos no estrangeiro. António Emílio Leite Couto ganhou o nome Mia do irmãozinho que não conseguia dizer "Emílio". Segundo o próprio autor a utilização deste apelido tem a ver com sua paixão pelos gatos e desde pequeno dizia a sua família que queria ser um deles.

Nasceu na Beira, a segunda cidade de Moçambique, em 1955. Ele disse uma vez que não tinha uma "terra-mãe" - tinha uma "água-mãe", referindo-se à tendência daquela cidade baixa e localizada à beira do Oceano Índico para ficar inundada.

Iniciou o curso de Medicina ao mesmo tempo que se iniciava no jornalismo e abandonou aquele curso para se dedicar a tempo inteiro à segunda ocupação. Foi director da Agência de Informação de Moçambique e mais tarde tirou o curso de Biologia, profissão que exerce até agora. Foi recentemente entrevistado pela revista ISTOÉ.
Índice
[esconder]

    * 1 Bibliografia
          o 1.1 Poesia
          o 1.2 Contos
          o 1.3 Crónicas
          o 1.4 Romances
    * 2 Prémios
    * 3 Academia Brasileira de Letras
    * 4 Ligações externas

[editar] Bibliografia

Muitos dos seus livros estão traduzidos em alemão, francês, catalão, inglês e italiano.

[editar] Poesia

Estreou-se no prelo com um livro de Poesia - Raiz de Orvalho, publicado em 1983. Mas já antes tinha sido antologiado por outro dos grandes poetas moçambicanos, Orlando Mendes (outro biólogo), em 1980, numa edição do Instituto Nacional do Livro e do Disco, resultante duma palestra na Organização Nacional dos Jornalistas (actual Sindicato), intitulada "Sobre Literatura Moçambicana".

Em 1999, a Editorial Caminho (que publica em Portugal as obras de Mia) relançou Raiz de Orvalho e outros poemas que, em 2001 teve sua 3ª edição.

[editar] Contos

Depois, estreou-se nos contos e numa nova maneira de falar - ou "falinventar" - português, que continua a ser o seu "ex-libris". Nesta categoria de contos publicou:

    * Vozes Anoitecidas (1ª ed. da Associação dos Escritores Moçambicanos, em 1986; 1ª ed. Caminho, em 1987; 8ª ed. em 2006; Grande Prémio da Ficção Narrativa em 1990, ex aequo)
    * Cada Homem é uma Raça (1ª ed. da Caminho em 1990; 9ª ed., 2005)
    * Estórias Abensonhadas (1ª ed. da Caminho, em 1994; 7ª ed. em 2003)
    * Contos do Nascer da Terra (1ª ed. da Caminho, em 1997; 5ª ed. em 2002)
    * Na Berma de Nenhuma Estrada (1ª ed. da Caminho em 1999; 3ª ed. em 2003)
    * O Fio das Missangas (1ª ed. da Caminho em 2003; 4ª ed. em 2004)

[editar] Crónicas

Para além disso, publicou em livros, algumas das suas crónicas, que continuam a ser coluna num dos semanários publicados em Maputo, capital de Moçambique:

    * Cronicando (1ª ed. em 1988; 1ª ed. da Caminho em 1991; 7ª ed. em 2003; Prémio Nacional de Jornalismo Areosa Pena, em 1989)
    * O País do Queixa Andar (2003)
    * Pensatempos. Textos de Opinião (1ª e 2ª ed. da Caminho em 2005)

[editar] Romances

E, naturalmente, não deixou de lado a novela, tendo publicado:

    * Terra Sonâmbula (1ª ed. da Caminho em 1992; 8ª ed. em 2004; Prémio Nacional de Ficção da Associação dos Escritores Moçambicanos em 1995; considerado por um juri na Feira Internacional do Zimbabwe, um dos doze melhores livros africanos do século XX)
    * A Varanda do Frangipani (1ª ed. da Caminho em 1996; 7ª ed. em 2003)
    * Mar Me Quer (1ª ed. Parque EXPO/NJIRA em 1998, como contribuição para o pavilhão de Moçambique na Exposição Mundial EXPO '98 em Lisboa; 1ª ed. da Caminho em 2000; 8ª ed. em 2004)
    * Vinte e Zinco (1ª ed. da Caminho em 1999; 2ª ed. em 2004)
    * O Último Voo do Flamingo (1ª ed. da Caminho em 2000; 4ª ed. em 2004; Prémio Mário António de Ficção)
    * O Gato e o Escuro, com ilustrações de Danuta Wojciechowska (1ª ed. da Caminho em 2001; 2ª ed. em 2003)
    * Um Rio Chamado Tempo, uma Casa Chamada Terra (1ª ed. da Caminho em 2002; 3ª ed. em 2004; rodado em filme pelo português José Carlos Oliveira)
    * A Chuva Pasmada, com ilustrações de Danuta Wojciechowska (1ª ed. da Njira em 2004)
    * O Outro Pé da Sereia (1ª ed. da Caminho em 2006)
    * O beijo da palavrinha, com ilustrações de Malangatana (1ª ed. da Língua Geral em 2006)
    * Venenos de Deus, Remédios do Diabo (2008)

[editar] Prémios

Em 1999, Mia Couto recebeu o Prémio Vergílio Ferreira, pelo conjunto da sua obra.

Em 2007 recebeu o Prémio União Latina de Literaturas Românicas.

Em 2007 foi o vencedor do prêmio Zaffari & Bourbon de Literatura, na Jornada Nacional de Literatura.

[editar] Academia Brasileira de Letras

O escritor Mia Couto foi escolhido para ocupar, na categoria de Sócio Correspondente[1], a Cadeira número 5, que tem por Patrono Dom Francisco de Sousa. Sua eleição deu-se em 1998, sendo ali o sexto ocupante.]]></description>
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<title><![CDATA[African Mask]]></title>
<author>tche</author>
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<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 17:35:20 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<a href="http://www.flogao.com.br/tche/foto/221/127247920"><img src="http://s66.flogao.com.br/2008/09/21/233/tb_127247920.jpg"></a><br><br>


Podemos encontrar a presen&#231;a de m&#225;scaras em v&#225;rias localidades do mundo, imersos em per&#237;odos distintos da hist&#243;ria. Cada rela&#231;&#227;o de tempo e espa&#231;o nos remete a uma identidade pr&#243;pria.
No antigo Peru, a descoberta da fundi&#231;&#227;o e do trabalho com chapas de ouro, permitiu que m&#225;scaras produzidas em ouro repuxado fossem utilizadas nos funerais sican para o ornamento dos mortos de fam&#237;lias de castas elevadas. O emprego destas m&#225;scaras dotavam ao cad&#225;ver uma natureza eterna, de preserva&#231;&#227;o em oposi&#231;&#227;o &#224; degenera&#231;&#227;o dos tecidos mortos.
O uso da m&#225;scara como elemento c&#234;nico surgiu no teatro grego, por volta do s&#233;culo V a.C.. Elas eram utilizadas como elemento construtor do personagem. Por meio dela a imagem de uma natureza essencial era transmitido ao espectador. Suas express&#245;es, anunciavam o destino final do personagem.
No percurso da hist&#243;ria, o teatro abandonou esta ornamento, por&#233;m &#233; poss&#237;vel idenfic&#225;-las, ainda, em algumas pe&#231;as na Commedia dell’Arte italiana, tamb&#233;m conhecidas pelo nome Commedia Delle Maschere (com&#233;dia das m&#225;scaras). Este apontamento passa como o tempo a ser o s&#237;mbolo do pr&#243;prio teatro. Duas m&#225;scaras unidas uma alus&#227;o aos dois principais g&#234;neros da &#233;poca: a trag&#233;dia e a com&#233;dia. A primeira tratava de temas referentes &#224; natureza humana, bem como o controle dos deuses sobre o destino dos homens, enquanto a &#250;ltima funcionava como um instrumento de cr&#237;tica &#224; pol&#237;tica e sociedade atenienses. Durante um espet&#225;culo, os atores trocavam de m&#225;scara in&#250;meras vezes, cada uma delas representava uma emo&#231;&#227;o ou um estado do personagem. As m&#225;scaras neste caso apresentavam uma grande import&#226;ncia no contexto deste teatro por que auxiliava na ridicularizar o personagem. Sua presen&#231;a marcante era trabalha com um certo cuidado t&#233;cnico para que n&#227;o houvesse preju&#237;zos no ato c&#234;nico Para isto, apresentavam um recorte a qual deixava a parte inferior do rosto &#224; mostra. Esta modelagem permitia uma dic&#231;&#227;o perfeita e uma respira&#231;&#227;o f&#225;cil as quais corroboravam na a&#231;&#227;o do ator em cena.
Esta importante inser&#231;&#227;o ao teatro abre os limites do ato c&#234;nico e &#233; facilmente assumida pelos grandes festejo e bailes da renascen&#231;a italiana, no s&#233;c. XIV, no per&#237;odo de Paulo II.
No Jap&#227;o do s&#233;culo XIV, nasceu o teatro N&#244;, que tamb&#233;m utilizou a m&#225;scara como parte da indument&#225;ria. Este g&#234;nero foi patrocinado pelo shogunato no s&#233;culo 14 e &#233; o teatro das m&#225;scaras, medieval, com influ&#234;ncia xinto&#237;sta e zen budista. Ele trabalha o tema da supera&#231;&#227;o da ilus&#227;o, essencial ao budismo e era praticado apenas por homens. O N&#244; trabalha grandes temas e fala do cotidiano apenas como met&#225;foras para quest&#245;es maiores. As m&#225;scaras assinalam a persona ou mais freq&#252;entemente estados de esp&#237;rito. Os atores distorcem a voz, conferindo-lhe uma entona&#231;&#227;o extraterrena e expressam as suas emo&#231;&#245;es atrav&#233;s do movimento.
Na arte do s&#233;c. XX, em espec&#237;fico o Surrealismo, &#233; percebida uma acolhida &#225; cultura primitiva como elemento prop&#237;cio &#225; novos estilos. Seu estilo pr&#243;prio e distinto da natureza art&#237;stica europ&#233;ia transformou-se em objeto de atra&#231;&#227;o &#225; Pablo Picasso em meados do ano de 1905, a qual serviu de inspira&#231;&#227;o ao movimento cubista. Em sua obra, "Les Demoiselles d&#180;Avignon" marca, segundo STRICKLAND (2004:22), "o ponto de transi&#231;&#227;o da fase de influ&#234;ncia africana para o puro Cubismo de Picasso".
Outros nomes como, Max Walter Svanberg, Enrico Baj, Roland Penrose, Magritte, por exemplo, tiveram tamb&#233;m um olhar especial para estes elementos as quais tornaram-se pano de fundo para muitas de suas obras.
No Brasil, Na &#233;poca do descobrimento, havia em nosso pa&#237;s cerca de 5 milh&#245;es de &#237;ndios. Hoje, esse n&#250;mero caiu para aproximadamente 200 000. Mas essa brutal redu&#231;&#227;o num&#233;rica n&#227;o &#233; o &#250;nico fator a causar espanto nos pesquisadores de povos ind&#237;genas brasileiros. Assustados tamb&#233;m a verifica&#231;&#227;o da constante a e agora j&#225; acelerada a destrui&#231;&#227;o das culturas que criaram, atrav&#233;s dos s&#233;culos, objetos de uma beleza din&#226;mica e alegre.
as m&#225;scaras para os &#237;ndios, t&#234;m um car&#225;ter duplo: ao mesmo tempo que s&#227;o um artefato produzido por um homem comum, s&#227;o a figura viva do ser sobrenatural que representam Elas s&#227;o feitas com troncos de &#225;rvores, caba&#231;as e palhas de buriti e s&#227;o usadas geralmente em dan&#231;as cerimoniais, como, por exemplo, na dan&#231;a do Aruan&#227;, entre os Karaj&#225;, quando representam her&#243;is que mant&#234;m a ordem do mundo.
No Nordeste, a cultura carnavalesca, preservada a mais de 50 anos, tamb&#233;m mant&#233;m viva as m&#225;scaras e &#233; no sert&#227;o de Paje&#250; , cidade que fica a 450 quil&#244;metros de Recife, que folguedo de Triunfo acontece.
Os caretas, com suas fantasias coloridas, m&#225;scaras e o chicote de madeira percorrem as ruas da cidade e s&#227;o recebidos pelas fam&#237;lias com um esp&#237;rito de celebra&#231;&#227;o.
Foram os personagens deste g&#234;nero teatral, como o Arlequim e a Colombina, que serviram de inspira&#231;&#227;o para as m&#225;scaras carnavalescas, das fantasias e a irrever&#234;ncia que se v&#234; nas ruas de hoje nos leva ao passado e sua memor&#225;vel hist&#243;ria.
Mesmo para um contexto menos erudito, a presen&#231;a das m&#225;scaras torna –se elemento de livre acesso. Quem nunca assistiu o c&#233;lebre Zorro e sua m&#225;scara preta, ou Batman e Robin, o M&#225;scara, Coringa, o Fantasma da Opera e dezenas de outros exemplares conhecidos os quais nos deixam sempre o evidente fato de que as m&#225;scaras existem e sempre existir&#227;o.
Na cultura primitiva e africana as m&#225;scaras n&#227;o s&#227;o apenas a express&#227;o de algo, mas sim, denotam a presen&#231;a do m&#225;gico e do divino, elemento este que se diferencia das demais ordens de valores.
&#201; poss&#237;vel perceber o abandono das m&#225;scaras na hist&#243;ria da cultura. Como afirma MONTI (1992) :
"Para o homem moderno, de fato, a m&#225;scara, plenamente aceita na aurora da sua hist&#243;ria, perdeu significado prim&#225;rio aut&#234;ntico e, desaparecendo como objeto realmente concreto, transformou-se em disfarce psicol&#243;gico."
Diferentemente de outras culturas as quais as m&#225;scaras foram abandonadas gradativamente de seus contexto, a &#193;frica as mant&#233;m como forte elemento nativo e sua exist&#234;ncia a qual n&#227;o se delimita &#224; uma natureza artes&#227;. No entanto elas est&#227;o presentes em todos a cultura negro-africana, deste de tempos bastante distantes at&#233; os dias de hoje. Por&#233;m, quando relatamos sua presen&#231;a viva, como obra de arte, n&#227;o aponta-se esta exist&#234;ncia em todo seu continente, mas sim em sua por&#231;&#227;o ocidental, &#225;reas que se estendem do Senegal &#225; Angola, limitando –se ao "(...)norte pelo Saara, a oriente pelos Grandes Lagos e ao sul pelo deserto de Kalahari."
Este unidade diversa das m&#225;scaras angolanas apresenta uma inerente rela&#231;&#227;o entre a dan&#231;a, a m&#250;sica e a ritual&#237;stica de seu povo. Esta simbiose &#233; marcada pelos olhares atentos dos anci&#227;os, detentores dos conhecimentos secretos de sua religiosidade.
Existem muitos cerim&#244;nias secretas na &#193;frica e quase todos &#233; poss&#237;vel notar a presen&#231;a de m&#225;scaras. Um destes cerimoniais , do povo Maiaca de Angola por exemplo, marca a passagem do papel social da inf&#226;ncia para a puberdade. Este modifica&#231;&#227;o de caracter social &#233; vivificada pela circuncis&#227;o desta comunidade. Como relata Milheiros (1967):
"(...) os rapazes dan&#231;am em grandes batucadas que duram at&#233; cinco dias, comendo bastante cria&#231;&#227;o (galinhas) morta para essa festa e bebendo muito malavo, depois do que entram para o recinto (...) vedado em altura suficiente para que n&#227;o se veja o que se passa l&#225; dentro.(...) a porta principal que d&#225; entrada ao recinto, &#233; antecedida por um pequeno corredor em forma de S. (...) Neste recinto praticam o corte e ali permanecem os operados cerca de oito meses. (...)Os Muquixes-m&#225;scaras (designa&#231;&#227;o que tamb&#233;m abrange os homens mascarados com atavios de muquixes) que tomam parte nas cerim&#243;nias de circuncis&#227;o, dividem-se em dois grupos: Cosso-muquixe vulgar; e, Bau-muquixe com chifres. (...)com cara masculina, enfeitada com mabelas, uma cabe&#231;a enorme mais ou menos esf&#233;rica e tr&#234;s grandes chifres; Quissocolo - m&#225;scara semelhante ao Bau, mas com chifres para a frente; e, Maienda - semelhante ao Bau, mas com nariz enorme e revirado para cima.(...); e, o Cacungo - mascarilha simples feita de mabela e junco."
Nesta ritual&#237;stica, o emprego da m&#225;scara personifica o car&#225;ter moral de sua simbologia. Por outro lado, os chifres, a cabe&#231;a grande, entre outros aspectos, tr&#225;s para o ambiente uma concep&#231;&#227;o zoom&#243;rfica dos operadores da a&#231;&#227;o. Nabucodonosor, rei da Babil&#244;nia de 604 a.C. a 562 a.C., tinha o corpo coberto por p&#234;los e alimentava-se de grama. Outro personagem hist&#243;rico grego, Circe, transformou os soldados de Ulisses em porcos.
Essas altern&#226;ncias entre caracter&#237;sticas humanas e animalescas sempre estiveram presentes na hist&#243;ria do homem e revelam concep&#231;&#245;es m&#237;ticas na formula&#231;&#227;o dos problemas cotidianos inerentes &#225; cultura. Esta heran&#231;a cultural remontam a tradi&#231;&#227;o e seus processos os quais s&#227;o transmitidos &#225;s gera&#231;&#245;es por meio de encena&#231;&#245;es presentes nos atos da comunidade local. Com o passar do tempo a id&#233;ia desta exist&#234;ncia m&#237;tica adere &#225; mente de seus povo e por mais distante que este possa estar, quer seja por uma raz&#227;o temporal ou espacial, estas imagens retornam ao indiv&#237;duo. Este voltar acaba mais cedo ou mais tarde projetado nos atos sociais, nos festejos, nas cerim&#244;nias, os ju&#237;zos sociais, tornando-se um ponto de refer&#234;ncia, um elo entre o passado e o presente.
Este estado vivo e presente do mito paira sobre as m&#225;scaras, estas assumem seu papel material e formal como meio de passagem para estas informa&#231;&#245;es.
&#201; por meio desta arte que o passado perde sua linha do tempo e os valores intr&#237;nsecos de seu povo s&#227;o preservados em torno se sua pr&#243;pria ideologia acerca do divino e sua presen&#231;a, em seu estado m&#237;tico.
Para NIETZSCHE a m&#225;scara acentua uma determinada vontade de poder; &#233; uma atua&#231;&#227;o que desaparece ao final do ato.
De uma forma ou de outra, humana ou sobrenatural, a exist&#234;ncia deste elemento suscita uma segunda voz, quer seja ela de natureza moral, religiosa ou ambas em consonante poder. Como diz MONTI :
"(...) o negro africano v&#234; na m&#225;scara n&#227;o s&#243; um meio para fugir &#224; realidade cotidiana, mas sobretudo uma possibilidade de participar da multiplicidade da vida do universo, criando novas realidades fora daquela meramente humana. Mascarado, ele poder&#225; ser tamb&#233;m um homem-esp&#237;rito, ben&#233;fico ou mal&#233;fico, homem-animal, homem-divindade."
O termo "m&#225;scara" possui uma s&#233;rie de sentidos nos escritos de Nietzsche. Destaca-se, neste estudo, a sua utiliza&#231;&#227;o para designar uma superf&#237;cie (ABM, 230), a maneira como uma determinada vontade de poder (que &#233; apenas um atuar) coloca-se em cena e desaparece com a pr&#243;pria cena.
A maioria das m&#225;scaras de Angola &#233; feitas de madeira , fibra vegetal e resina. As t&#233;cnicas usadas para a sua constru&#231;&#227;o diferem de comunidade para outra , mas h&#225; muitos aspectos que s&#227;o comuns, como por exemplo ,as fun&#231;&#245;es que elas desempenham .As v&#225;rias formas da sua decora&#231;&#227;o , reflectem o quotidiano cultural das comunidades que elas representam .Algumas apresentam figuras antropom&#243;rficas , outras zoom&#243;rficas e geom&#233;tricas .
Tendo cada uma a sua pr&#243;pria hist&#243;ria , as m&#225;scaras angolanas jogam um papel crucial na asser&#231;&#227;o e consagra&#231;&#227;o das deferentes cerim&#243;nias e ritos , tanto de inicia&#231;&#227;o masculina como feminina , f&#250;nebres ,de entroniza&#231;&#227;o ,de casamentos ou de propicia&#231;&#227;o .Por outro lado , cada cerim&#243;nia ou rito &#233; representado por uma m&#225;scara considerada sua patrona, respons&#225;vel pela orienta&#231;&#227;o dos movimentos polic&#234;ntricos dos bailarinos (uma s&#233;rie de movimentos combinados dos dan&#231;arinos guiados pelo mascarado patrono da cerim&#243;nia) .
A maioria das &#225;reas s&#243;cio culturais de Angola ,considera que as m&#225;scaras det&#233;m um poder sobrenatural que consagram as institui&#231;&#245;es e servem de mediadoras entre o mundo dos vivos e dos esp&#237;ritos dos antepassados. Por esse facto ,determinadas camadas dessas comunidades ,n&#227;o podem saber a ess&#234;ncia que envolve as m&#225;scaras, como &#233; o caso das mulheres e dos n&#227;o circuncidados .
Os mascarados n&#227;o dan&#231;am sem a m&#250;sica e esta n&#227;o existe sem os seus respectivos instrumentos que a produzem. Na generalidade ,as exibi&#231;&#245;es dos mascarados fazem – se com os sons de batuques . Quando a cerim&#243;nia &#233; de grande envergadura , &#233; com uma orquestra de batuques ,coadjuvados por cinguvu e outros instrumentos que os sons apaixonam os bailarinos mascarados.
Quando n&#227;o h&#225; harmonia na m&#250;sica ,isto &#233; ,se os tocadores descompassarem os ritmos ,o que desagrada os bailarinos mascarados , estes correm e d&#227;o volta aos tocadores para orient&#225;-los a melhorar os sons. Em alguns casos ,os melhores mascarados j&#225; foram tamb&#233;m tocadores de batuques , principais instrumentos da m&#250;sica tradicional angolana que efervesce o cora&#231;&#227;o dos bailarinos mascarados .

Bibliografias:


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CALABRESE, Omar. A linguagem da arte. Rio de Janeiro: Editora Globo, 2002
FABRIS, Anna teresa. Redefinindo o conceito de imagem. In Revista Brasileira de Hist&#243;ria. S&#227;o Paulo, 1998, v. 18, n.&#186; 35, p. 217-224.
GAGNEBIN, Jeanne Marie. Sete aulas sobre linguagens, mem&#243;ria e hist&#243;ria. Image, S&#227;o Paulo, 1997
GUASCH, Anna Maria. El arte &#250;ltimo del siglo XX. Alianza Editorial, Madrid, 2005.
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MANGUEL, Alberto. Lendo imagens. Companhia das Letras, S&#227;o Paulo, 2001.
MILHEIRO, M&#225;rio. Notas de Etnografia Angolana,in Instituto de Investiga&#231;&#227;o Cient&#237;fica de Angola (IICA), 2ed. Luanda,1967.
MOLINA, Juan Jos&#233; G&#243;mez. Estrat&#233;gias Del debujo em el arte contempor&#226;neo. C&#225;tedra, Madrid,2002.
MONTI, Franco. Estilos na Arte- As M&#225;scaras Africanas. Martins Fontes, S&#227;o Paulo, 2008.
NIETZSCHE, Friedrich. Al&#233;m do bem e do mal. S&#227;o Paulo: Cia das Letras, 1992.
OSTROWER, Fayga. Universos da Arte. Editora: Campus, Rio de Janeiro, 1996
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VAZ, Paulo Bernardo. Casa Nova, Vera. Esta&#231;&#227;o Imagem: desafios. Editora UFMG, 2002.
W&#214;LFFLIN, Heinrich. Conceitos fundamentais da hist&#243;ria da arte. Cap&#237;tulos I e III. Tradu&#231;&#227;o de Jo&#227;o Azenha J&#250;nior. S&#227;o Paulo: Martins Fontes, 2000.



Domingo, 30 de Mar&#231;o de 2008
A metaf&#237;sica das m&#225;scaras africanas
texto de Rubens Tiano

]]></description>
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<media:text><![CDATA[African Mask]]></media:text>
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<item>
<title><![CDATA[The 50 greatest arts videos on YouTube]]></title>
<author>tche</author>
<link>http://www.flogao.com.br/tche/foto/207/126988869</link>
<pubDate>Sun, 07 Sep 2008 11:01:54 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<a href="http://www.flogao.com.br/tche/foto/207/126988869"><img src="http://s69.flogao.com.br/2008/09/07/48/tb_126988869.jpg"></a><br><br>http://caetanocp2.multiply.com/journal/item/26/The_50_greatest_arts_videos_on_YouTube_by_The_Observer_journal


The 50 greatest arts videos on YouTube
YouTube is best known for its offbeat videos that become viral sensations. But among its millions of clips is a treasure trove of rare and fascinating arts footage, lovingly posted by fans. Ajesh Patalay selects 50 of the best - Joy Division's TV debut, readings by Jack Kerouac, a Marlene Dietrich screen test, Madonna's first performance... and much more

    * Ajesh Patalay
    * The Observer,
    * Sunday August 31 2008

Jimi Hendrix

Jimi Hendrix at the Marquee Club, London in 1967. Photograph: Herbert P Oczeret/Rex Features
Stage

Nureyev dances Romeo at the Royal Ballet, 1966

You may prefer Rudolf's Swan Lake duet with Miss Piggy (also on YouTube). But a more traditional pas de deux with Margot Fonteyn from Prokofiev's Romeo and Juliet delivers a glimpse of Nureyev's sublime physicality as a dancer; the balcony scene in particular gives him plenty of room to flex his muscles, with lifts and leaps aplenty.
tinyurl.com/6efb2u

Documentary on Trevor Nunn's Nicholas Nickleby, 1981

The RSC stage adaptation (by David Edgar) of Dickens's novel was eight hours long, featured a cast of 39 and was a landmark success. The South Bank Show that charted its progress through from rehearsal to performance casts a richly illuminating light behind the scenes, particularly on the tensions (and bitching) that arose when, after seven weeks of workshops, casting began. Not everyone got the parts they wanted and six cast members duly quit.
tinyurl.com/6f9mqx

Pina Bausch's Bluebeard (Barbe Bleue), 1977

Posted (in 12 parts) in its entirety, Bausch's 'tanztheater' piece based on Bartók's opera Bluebeard's Castle is typical of her assault-on-the-senses style of choreography. A meditation on male-female relations perhaps, the piece is interspersed with snatches of Bartók's opera, features a stage carpeted with dry leaves and a cast of 28, and opens with a scene of repeated attack/ravishment. Disturbing and engrossing in equal measure.
tinyurl.com/6rrll8

DV8's Dead Dreams of Monochrome Men, 1990

Adapted for film from their original 1988 stage show, physical theatre company DV8's dance work for four men is loosely based on the story of serial killer Dennis Nilsen, who murdered up to 15 men between 1978 and 1983. On being gay and the tragic consequences of homophobia, it's bleak but at times also rivetingly beautiful. Russell Maliphant, Lloyd Newson, Douglas Wright and Nigel Charnock star.
tinyurl.com/5ugfrh

Interview with Eugène Ionesco, 1961

At age three, French dramatist Eugène Ionesco wanted to sell chestnuts. Who'd have thought it? Other curious insights about the French absurdist playwright crop up in this interview given at the age of 52. 'Theatre for me must be simplified and grotesque. To me, the world seems that way.'
tinyurl.com/6s4c5f

Peter Brook's Mahabharata, 1989

Acclaimed director Brook worked on his adaptation of the epic Sanskrit poem for up to 10 years before it reached the stage in 1985. The abridged TV mini-series aired a few years later. Key to its vision was its international multicultural cast, the point being how universal this story was. A marvel that so much of Brook's almost six-hour TV version has been posted on the web.
tinyurl.com/5frp33

Donna McKechnie in the original show of The Chorus Line, 1976

Incredibly grainy, but you can still pick out McKechnie's jazzy moves and oh-so-high-kicks (a colour version of the same number from 1988 is also on YouTube). As the original Cassie, the star on the slide who's desperate to get into the chorus (a role based largely on herself), McKechnie won a Tony. One helluva singular sensation...
tinyurl.com/6glr8x
Jazz

John Coltrane performs 'My Favourite Things', 1961

The title song on Coltrane's seminal album My Favourite Things really is the bomb, all 13 minutes of it. YouTube's longest version, at just over 10, comes from a live performance in Baden-Baden, Germany, and weaves in improvs by pianist McCoy Tyner and flautist Eric Dolphy, as well as Coltrane on the soprano saxophone, which he took up for the first time on this album. This is a long long way from The Sound of Music.
tinyurl.com/2kwnxm

Billie Holiday sings 'Strange Fruit', 1959

Apparently Holiday used to break down every time after singing 'Strange Fruit'. Seeing her perform it here (five months before her death), with that agonising, cracked voice of hers, you understand why. She invests so much in it. Based on a poem about the lynching of two black men in the American South ('strange fruit hangin' from the poplar trees...') the song, which she originally recorded in 1939, went on to become her biggest hit.
tinyurl.com/34g3b3

Ella Fitzgerald duets with Dinah Shore, 1960s

'How's this?' asks Ella, clicking her fingers to a mid-tempo beat. 'It seems good. A nice beat like that, I think I'll give it a sound,' answers Dinah before both of them launch into the most gloriously upbeat 'blues' medley ever. Ella was a regular on Dinah Shore's TV show and an earlier duet from 1959 (also on YouTube) shows off both singers' dazzling virtuosity just as well. Breath control to die for.
tinyurl.com/5bnrqz

Charlie Parker and Dizzy Gillespie perform 'Hot House', 1952

Parker and Gillespie firstmet in 1942. Ten years later, they happened to pitch up at the Dumont TV Studios in New York to be handed two Down Beat magazine awards. Host: 'You boys got any more to say?' Gillespie: 'Well, Earl, they say music speaks louder than words so we'd rather voice our opinion that way.' What they did turns out to be the only footage extant of Parker playing live.
tinyurl.com/57bpjb

Barbra Streisand on The Tonight Show with Jack Paar, 1961

Streisand's first television appearance is proof of what a natural performer she was even then (both as singer and comedienne). She was 19 years old and the host Orson Bean, standing in for Jack Paar, had spotted her performing at Bon Soir, a gay bar in New York's Greenwich Village, and booked her on the strength of it. Here she sings 'A Sleepin' Bee' before chatting on the couch.
tinyurl.com/5g8czj
Pop, rock and folk

Sid and Nancy on New York cable TV, 1978

Morose, foul-mouthed and dismissive, a shirtless Sid Vicious is joined by a very vocal Nancy Spungen (with co-guests Stiv Bators and Cynthia of the B Girls) on a live New York cable TV show recorded shortly after the break-up of the Sex Pistols. When a drippy female caller flirts with Sid over the phone, Nancy wades in: 'You better keep your fucking hands off him...' A slanging match ensues. Viva la punk.
tinyurl.com/5hjcdc

Madonna at the Danceteria, 1982

The first ever live performance of 'Everybody', Madge's first single, at the downtown nightclub where she was a regular and got a demo of the song played. Her three backing dancers - in matching shorts, blazers and pork pie hats - were her friend Erica Bell, former roommate Martin Burgoyne and black dancer Bags. Gotta love those moves.
tinyurl.com/6p77zf

Oasis's TV debut with 'Supersonic', 1994

There's also footage on YouTube of early Oasis rehearsals at the Boardwalk pub in Manchester, where the band played their first live gig in 1991. But Oasis's first appearance on TV, on Channel 4's shambolic late-night show The Word, delivers a headier dose of live entertainment, nostalgia and Terry Christian. Loud and in yer face (and that's just the decor).
tinyurl.com/6oda2n

The Who and Hendrix equipment smashing, 1968

In a clip from the slightly po-faced TV show All My Loving, the Who and Jimi Hendrix provide an extreme masterclass in onstage destruction 'The cost of a pop group's equipment... is about a thousand pounds,' the narration offers, by way of context presumably, before the Who totally trash both stage and equipment. By way of encore, Hendrix then humps his guitar. Totally rock'n'roll.
tinyurl.com/6fprx5

Aretha Franklin's Lady Soul TV Special, 1968

That was Aretha's year, when she scored some of her biggest hits with 'Respect', 'Chain of Fools' and '(You Make Me Feel) Like a Natural Woman', which all get an airing in this funky black and white Swedish TV broadcast recorded at a concert held that year in Stockholm. She's on stonkingly good form. Not just a little bit, just a little bit...
tinyurl.com/6zt2gh

Joy Division do 'Shadowplay', 1978

The band's TV debut on Granada Reports, the show, as Tony Wilson puts it, dedicated to showcasing 'the most interesting new sounds in the North West', has a peculiarly forlorn efficiency to it, each band member stranded on a pill-like blue podium, yet adding to the effect. A neat counterpoint is a live performance of the same song at an Altrincham pub, with more of Ian Curtis's shimmying, which is half the pleasure, surely.
tinyurl.com/6kmsb9
tinyurl.com/5etuma

Joan Baez and Bob Dylan sing 'With God on Our Side', 1963

Around this time Baez and Dylan became an item off stage too but on stage it was really this duet at the Newport Folk Festival that set the tone for their many future collaborations. Plaintive and heartrending, their voices are a perfect complement. Their personal relationship ended a few years later, thankfully not to the detriment of their professional relationship on stage.
tinyurl.com/5w68vs

Dolly Parton sings 'Dumb Blonde', 1967

The perfect country song for Dolly to launch her career on. Certainly she's spent the rest of it ironising the title. Because, of course, if there's anything we know for sure about Dolly Parton, it's that she ain't dumb and she sure ain't blonde. Here she is, making her TV debut on The Porter Wagoner Show
tinyurl.com/6czjh6

Nirvana rehearse in a garage, 1988

Before they hit it big (with their 1991 album Nevermind) and minus drummer Dave Grohl, Nirvana got down to bassist Krist Novoselic's mum's house for a jam through 'Love Buzz', 'Scoff' and 'About the Girl'. Hangers-on drink beer and smoke in the background, Kurt sings into the wall and someone turns on a strobe light for effect. Grunge in the making.
tinyurl.com/22alpd

Bette Midler and Barry Manilow at the Continental Bath, 1971

Who's better suited to perform at a New York gay bathhouse than the Divine Miss M (aka Bathhouse Betty)? With that voice and raunchy banter, she had those boys wrapped round her finger. Drop in Barry Manilow on piano (sometimes, like the punters, in no more than a towel) and you couldn't get it any camper. Poor quality footage but top quality versions of 'Fat Stuff', 'Easier Said Than Done' and 'Marahuana'.
tinyurl.com/5te2vt

James Brown and Pavarotti sing 'This Is A Man's World', 2002

Who and who? Yep, it's certainly an odd pairing. And off the bat you worry this duet might tip over into the disaster area of other opera-pop couplings. But not a bit of it. A slow build through one of the most enduringly brilliant songs ever finishes with one of Brown's signature funk yowls. And then the clincher, Luciano and James pull together for a final touching man-hug. Aww!
tinyurl.com/2bwu5q

The Beatles Rooftop Concert, 1969

Staged up on the roof of their recording studio building, the Apple headquarters at 3 Savile Row, the Beatles's rooftop gig was filmed to be an ending for their 1970 film Let It Be. The band was already drifting apart and this was their last live performance before effectively splitting in December 1970. Not a bad swansong though.
tinyurl.com/2fmj2x
Literature

Jack Kerouac reads from On the Road (called Project 2), 1959

US TV presenter Steve Allen liked to do things differently. When he invited Kerouac on his show to read from On the Road, Allen decided it was a good idea to give him a jazzy piano accompaniment. It shouldn't work but it does, thanks largely to Kerouac's inordinate skill as a reader, his intonation curiously in tune with the slightly daft tinkerings in the background.
tinyurl.com/5jla3k

Zora Neale Hurston sings 'Uncle Bud', 1939

Author Neale Hurston started off studying anthropology and, according to this posting, the footage here comes from one of her own anthropological films, presumably shot while at university. Overlaid, in her joyous voice, is a 'jook' song (ie dive-bar dancing song) popular at the time in the South called 'Uncle Bud': 'Uncle Bud's got gals long and tall/ And they rock their hips like a cannonball, Uncle Bud.'
tinyurl.com/5rq9lm

Vladimir Nabokov discusses Lolita, 1950s

On the Canadian Broadcast Corporation's Close Up, Nabokov defends his 'shocking' book in the company of literary critic Lionel Trilling and the show's bow-tied host. 'I don't wish to touch hearts or affect minds. What I want to produce is that little sob in the spine of the reader.' The set-up recalls three gentlemen scholars in a conversational cut-and-thrust in the drawing room. Nabokov, reading off his trademark file cards, is clearly amused by his own florid explanations. In two parts.
tinyurl.com/5htjog
tinyurl.com/6xr292

William Burroughs on cut-ups, c1980

Gaunt and spectral (aged about 65) in this BBC documentary, Burroughs recalls the time he spent in London during the Sixties and his artistic interest in cut-ups: a collage technique of cutting up pages of prose, pasting them back together at random and transcribing the resultant mishmash. An archive recording of one of his cut-out poems pops up as does Allen Ginsberg. Then Burroughs name-checks Wittgenstein. Meaty stuff.
tinyurl.com/5cuo7w

Sylvia Plath reads 'Daddy', 1962

Unfortunately no footage of the poet reading herself, just a kind of morose interpretative montage and Plath's voiceover, but what a rendition. Plath's mesmerising voice - refined, meticulous, scathing - gets stuck into 'Daddy' with considerable bite. There are also versions on YouTube of 'Ariel' and 'Lady Lazarus' if you really want to depress yourself.
tinyurl.com/6s3v64
Film

Martin Scorsese's Back on the Block, 1973

Worth checking out just for the shot of Martin Scorsese tucking into a plateful of meatballs with his white bee-hived mother. Eat up, Marty. This six-minute documentary, an extended trailer for Mean Streets, sees the director reminiscing about the scrapes he and his friends got into growing up in Little Italy. You can practically smell the grime and machismo.
tinyurl.com/6rbl67

Kurt Russell's Star Wars audition, 1975

Just think. Kurt Russell could have been Han Solo ('Look at those radiation readouts. It's impossible!') if Harrison Ford hadn't completely outclassed him. Same goes for drippy teen idol Robby Benson up for the role of Luke. For Mark Hammill, alas, we now count our blessings. Extra titbit: George Lucas and Brian De Palma held joint auditions for Star Wars and Carrie; rumour has it Lucas's first pick for Princess Leia was actually Sissy Spacek. You can see Carrie Fisher's audition for Leia too.
tinyurl.com/5w43gz
tinyurl.com/5ksebw

Katharine Hepburn gives a rare interview, 1973

'Can't we have a stationary table?' thunders Katharine Hepburn, 66, to one of the producers on The Dick Cavett Show. Hepburn rarely did interviews. When she did, she wanted it just so. In this case, in prep for the actual recording, Hepburn went on set to veto a wobbly table ('nail it down!') and joke about the garishly russet-coloured carpet: 'Gee whiz. Put a rug over it. Who's idea was that?'
tinyurl.com/6f4ykx

James Dean and Paul Newman screen test for East of Eden, 1954

Just 40 seconds but a real gem. Then newcomers Dean and Newman, both impossibly good-looking, face off in a screen test for East of Eden. Dean got the role (Newman's big screen debut came in 1954's The Silver Chalice), but it makes you wish they'd starred together for real. Dean: 'Kiss me.' Newman: 'Can't here.'
tinyurl.com/6793yk

Marlon Brando screen tests for Rebel Without a Cause, 1947

Brando was 23, weighed 170lb, was 5ft 10in and had three years' stage experience (at least so the marker plate tells us) when he auditioned for the role that went, years later, to Jimmy Dean. Still, Brando nails it. After his scene, there's a chat about his career to date. With his bashful smile, you can see why he melted hearts.
tinyurl.com/32onos

David Lynch interviewed on Scene by Scene, 1999

When the interviewee begins by saying they hate being interviewed, it bodes pretty ill. So, asks BBC Scotland broadcaster Mark Cousins, why are you here? Lynch grins widely, pats young Cousins on the back and, like a father indulging his son, says 'to do you a great favour'. What follows (over five instalments) is truly revealing and, Lynch is actually a real charmer.
tinyurl.com/6bu95h

Eveready Harton in Buried Treasure, 1929

Comic book art or seminal smut, we give you the first ever porn cartoon. Parental caution advised because, animation or not, this is a still pretty explicit tale of well-endowed Harton and his efforts to get it off. Supposedly drawn by a group of animators for a private party in honour of fellow animator Winsor McCay (an inspiration to Walt Disney).
tinyurl.com/6je9l9

The Seashell and the Clergyman, 1928

Less well known than that other surreal benchmark Un Chien Andalou, which followed a year later, this work based on a screenplay by French auteur Antonin Artaud is nonetheless considered the first surrealistic film. The story covers the erotic fantasies of a priest lusting after a general's wife.
tinyurl.com/599y2k

Marlene Dietrich's screen test, 1929

In this screen test for the role of cabaret singer Lola Lola in The Blue Angel, Dietrich steps on to a piano, kicks out a leg, rolls up a flesh-coloured stocking and jauntily wends her way through a rendition of 'Wer wird denn Weinen, Wenn Man Auseinandergeht?' ('Why Cry at Parting?') the toe-tapping title song from a popular German musical comedy. Pure showmanship.
tinyurl.com/ysznbz

Film by Samuel Beckett, 1965

Shot in black and white, Beckett"s only cinematic project (supervised by him but directed by Alan Schneider) stars the aged Buster Keaton. Entirely silent (apart from an extended 'shh' near the start), it's a creepy tale about voyeurism in which Keaton tries to avoid being seen by an all-seeing eye. So acutely unnerving it could be a horror film.
tinyurl.com/6f3cy9
Art

Jackson Pollock drip paints outside his East Hampton home, 1951

Though German-born photographer Hans Namuth didn't much rate Pollock's work, he was fascinated by the man. Having taken over 500 photographs of him already, he turned to film. His resulting documentary captures the artist dressed head to toe in black, a cigarette hanging from his lip, drip painting on to glass. Best of all is Pollock's curiously droning narration: 'The method of painting is a natural growth out of a need.'
tinyurl.com/2zd8ra

Andy Warhol's Blow Job, 1963

Titillating or just plain dull? Warhol's original black and white silent film stretches to all of 35 minutes and frames the face of a pretty young man (DeVeren Bookwalter, who just happened to be lolling round the Factory that day) while he's fellated off screen by person or persons unknown. This version lasts an adequate eight minutes. Honestly, who's got the time?
tinyurl.com/6dxudg

Francis Bacon interviewed, 1985

About half way through this excellent South Bank Show on Francis Bacon, the interviewer Melvin Bragg and artist sit down to lunch. In Bacon's case that's really a liquid lunch through which he proceeds to slur his way. 'Cheerio,' he clamours, presumably meaning cheers, while topping himself up. Then it's off to the Colony Room for more. ('I'm not one of those made-up poofs...' he toots at another punter). Priceless.
tinyurl.com/5uf6a4

Jean-Michel Basquiat interviewed by Glenn O'Brien, 1978

Basquiat, aka SAMO, was about to become a New York art sensation and all-round celebrity thanks in no small part to his regular appearances on this live public access show called TV Party. Slapdash and piss-takingly earnest, it ran until 1982 and was hosted by Glenn O'Brien, also rock critic for Andy Warhol's Interview magazine. In 1981 O'Brien scripted a thinly veiled biopic (about Basquiat) starring Basquiat called Downtown 81, a trailer for which is also on YouTube.
tinyurl.com/5zpsmc

Marcel Duchamp's Anemic Cinema, 1926

Shot in Man Ray's studio and officially the brainchild of Duchamp's female alter ego Rrose Sélavy (a pun on 'Eros, c'est la vie' and my, how convincing Duchamp was in drag) this hypnotic short film features a rapidly spinning disc on which a series of punning phrases appear. As much spiritual meditation as work of Dadaist anti-art. Man Ray's dotty Le Retour à la Raison makes an interesting companion piece.
tinyurl.com/6j325b

Bill Viola's The Reflecting Pool, 1977-1979

American video-artist Viola has carved out a very definite niche: ultra slow-motion films, imbued with an almost painterly quality, and often tackling twin issues of mortality and spirituality. This early film fixes on a woodland pool and a man frozen mid-air over it. With intimations of birth and death, it's ultimately both creepy and moving.
tinyurl.com/5tjqgr
Classical

Maria Callas in Zeffirelli's Tosca, 1964

First staged at the Royal Opera House in 1964, Franco Zeffirelli's production of Puccini's Tosca became a benchmark. It's rousing stuff, particularly with its original cast, Callas near perfection in the title role (it was her last stage role before she retired in 1965) and good friend Tito Gobbi as Scarpio. Callas used to say she had a 'love affair' with the London public; from the rapturous post-show applause you can tell it's mutual.
tinyurl.com/5mn369

Karajan conducts Beethoven's Fifth, 1966

Of all the recordings made by the notoriously demanding Austrian conductor Herbert von Karajan during his 35-year tenure at the Berlin Philharmonic, you'd be hard-pushed to plump for just one. His renditions of Brahms, Bruckner, Strauss and Wagner amply show off his skill for extracting that agonisingly beautiful 'Karajan sound'. But for sheer edge-of-seat showmanship, Beethoven's Fifth gets top billing.
tinyurl.com/67pke6

Bernstein conducts West Side Story, 1985

When Deutsche Grammophon asked Leonard Bernstein to conduct a new version of his West Side Story, with every member of the orchestra and chorus hand-picked, it's a shame he settled on opera singers Kiri Te Kanawa and Jose Carreras for the leads. Maria and Tony? Not really. This documentary about the recording still gives us plenty of Bernstein - jaunty, emotional and brilliant.
tinyurl.com/5lwj7q

Glenn Gould's The Art of the Fugue, 1980

Gould was one of classical music's standout eccentrics and in this studio-based performance and commentary given by him (aged 48) on the works of Bach, you see every bit of his strangeness (and genius) as a performer, with him hunched over his Steinway, muttering who knows what to himself. Among the pieces he plays are Bach's Fugue in E Major, Partita No 4 and Art of Fugue.
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Stravinksy conducts the Firebird Lullaby Suite, 1965

The premiere of Stravinsky's Russian folk ballet was performed by Diaghilev's Ballet Russes in Paris in 1910. Young Igor was just 28 and Firebird was his breakthrough. (Over the next three years Stravinsky, in collaboration with Diaghilev, came up with Petrushka and his masterpiece The Rite of Spring.) Here he is at 82, looking every bit his age, conducting the New Philharmonia Orchestra in London. Marvellous.
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Tags: 50 greatest, arts videos, youtube, the observer, ajesh patalay
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<title><![CDATA[flosinha sdruxula]]></title>
<author>tche</author>
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<pubDate>Wed, 18 Jun 2008 19:03:20 -0300</pubDate>
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<title><![CDATA[bla bla bla filosofico supimpa...]]></title>
<author>tche</author>
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<pubDate>Sun, 06 Apr 2008 23:47:36 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<a href="http://www.flogao.com.br/tche/foto/207/123644262"><img src="http://s67.flogao.com.br/2008/04/07/10/tb_123644262.jpg"></a><br><br>Em “A Náusea”, Sartre nos mostra Antoine Roquentin, um historiador letrado e viajado, que chega à cidade de Bouville (“boul” indicando “lama” e metaforicamente “impureza”) a fim de escrever a biografia do marquês de Rollebon, figura pitoresca e de excentricidade fascinante, que vivera na cidade durante o século XVIII. Ao iniciar seus trabalhos, logo se desencanta de forma irreversível não só pela biografia, como também pela própria sociedade e condições humanas com as quais se depara em Bouville. Roquentin é, então, acometido por uma (a priori) estranha sensação de aversão ao ser humano e sua condição existencial – a “náusea”. Cercada de um niilismo exacerbado e elucubrações de alta profundidade intelectual, “A Náusea” nos mostra um protagonista despadronizado e repelido pelas próprias contestações que faz a respeito da existência e sua falta de sentido, ou seja, a respeito da gratuidade e ilogicidade da existência, por si só desprovida de essência. Trata-se, portanto, da saga de um personagem conturbado e por vezes beirando a loucura, tal é a nudez existencial a que ele se expõe.<br />
Mecanismos de busca essencial<br />
<br />
Como dito, para Antoine Roquentin a existência é gratuita e ilógica e essa constatação por cada um de nós é algo terrível e fora de aceitabilidade. Decorre dessa falta de essência verdadeira uma busca de cada ser humano por sua essência artificial e iludida, havendo, para esse fim, uma série de mecanismos que tornam a existência mais suportável.<br />
<br />
Um desses mecanismos próprios de cada um é o que ele chama de “captura do tempo”. Trata-se de uma organização memorial para tornar pequenos fatos, simples existências, marcos de um sentimento aventureiro, fazendo desse “grande” fato um polarizador atrativo dos fatos precedentes, como se esses tivessem levado ao grande fim. Dessa forma, organiza-se a memória humana a partir de fins, na ordem inversa. Esse mecanismo é apontado por Roquentin como uma poderosa instrumentação da mentira, a qual ele mesmo usou sem se dar conta, num ato involuntário de sua própria condição de homem.<br />
<br />
Outro mecanismo elucidado pelo protagonista é o mundo do conhecimento e das ciências, criado pelas “grandes mentes” ainda presas em sua busca essencial. Esse mundo, que trata da origem das espécies, da conservação da energia no universo e chega a conferir uma essência “preguiçosa” até às janelas, “com seu índice de refração”, é ilusório e torna o ser humano um conhecedor de seu mundo, um dominador de si mesmo e dos outros, num processo de profunda ilusão. Fazendo uma analogia à alegoria da caverna, de Platão, o homem imagina-se conhecedor de todo um universo, enquanto, na verdade, busca conhecer minuciosamente cada parte (por menor que seja) de sua caverna, sem jamais vislumbrar seu exterior. É mais um engano, sadio para a manutenção da existência.<br />
<br />
Um outro mecanismo apontado é o de ordenamento das glórias passadistas pela burguesia acrítica e inábil para a contestação meditativa. Assim, glórias de outras gerações, baseadas no capital e no valor epidérmico do mundo, são relembradas de forma a conferir uma essência, uma lógica, à existência dos burgueses do presente. Esse mecanismo detestável a Roquentin lhe rouba críticas muito contundentes, chamando de “salafrários” a todos os burgueses de Bouville, constituintes desse espécime humano alienado.<br />
Dialogando com Descartes<br />
<br />
Da célebre frase “Penso, logo existo”, Sartre, pela voz de Antoine Roquentin, faz um aprofundamento filosófico bem à maneira do Existencialismo, do qual Sartre é figura proeminente. Assim, para o protagonista, a consciência da existência, o sentir-se existir, advém do fato do pensamento, ou seja, à medida que se pensa, sente-se existir. Essa consciência é algo horrível para Roquentin e torna-se ainda pior quando ele constata que a única forma para fugir à existência é fugir ao pensamento. Mas nos perguntamos: como fugir ao pensamento se a necessidade de fuga já é um pensamento, que, como qualquer outro, nos reconduz à existência? Estamos presos, portanto, à existência, pois o caminho do pensamento e a chegada ao sentimento de existir são indesvencilháveis. Eis aí uma bela explicação à referida “náusea”, que intitula a obra, pois quem suportaria estar perfeitamente cônscio de sua prisão sem, ao menos, sentir-se “nauseado”?<br />
Humanismo x Existencialismo<br />
<br />
Uma das únicas personagens com quem Antoine Roquentin se relaciona no livro é o Autodidata, um humanista ferrenho que aprendeu grande parte de seu vário conhecimento nos livros da biblioteca municipal, onde trabalha. De orientação filosófica bastante adversa à de Roquentin, ele representa uma personificação do Humanismo. Resulta dos encontros dos dois na biblioteca uma série de discussões de alta profundidade intelectual, num gládio de alto nível entre as duas posturas – a do Humanismo (representada pelo Autodidata, credor das capacidades humanas diferenciais) e a do Existencialismo (representada por Roquentin, niilista, misantrópica e repleta de meditações pessimistas). Após discussões severas, o protagonista Roquentin chega, entretanto, à conclusão de que não vale mais a pena discutir, pois a mente do Autodidata definitivamente não está preparada nem disposta a ouvir seus intricados conceitos, os quais seriam a perdição absoluta de qualquer humanista. Um episódio bastante interessante a ser citado e que ocorre durante um dos encontros dos dois na biblioteca municipal é a morte de uma mosca, esmagada por Roquentin em frente ao Autodidata. Ignorando os pedidos do bibliotecário, Roquentin esmaga a mosca e declara consternado: “Simplesmente libertei-a de sua existência, era um favor a prestar a ela!”. É, sem dúvida, um episódio que deixa bem clara a melancolia advinda do existencialismo sartriano.<br />
Música e Existencialismo<br />
<br />
Logo no início da obra, Roquentin é bruscamente retirado de sua incessante náusea por uma composição jazzística de nome “Some of These Days”. A princípio, essa correlação entre alívio e música é bastante misteriosa para o protagonista, mas, aos poucos, ele acaba por entender sua razão. Depois, analisando a atitude daqueles que ele chama de “imbecis”, ou seja, aqueles que vão às salas de concertos buscando o esquecimento dos problemas ou aqueles que buscam superar suas crises com os “Prelúdios de Chopin”, Roquentin conclui que essas pessoas tentam se deixar tocar pela música, como se essa fosse capaz de penetrar os poros do corpo e os vazios da mente, provocando uma mudança de sensações. Na verdade, isso pode ser apontado como mais um mecanismo de esquiva da existência penosa e intratável, de forma que, ao invés de sofrer pura e simplesmente, cada ser humano busca um sofrimento ritmado, melódico, ou como o próprio Roquentin infere: “É preciso sofrer em compasso”. Ele vê-se, portanto, inserido nesse contexto de humanidade, tendo sofrido do mesmo engano que qualquer outro ser humano sofre, ao deixar-se invadir pela música tantas vezes citada “Some of These Days”.<br />
A verdadeira existência<br />
<br />
Ao final da obra, após ter reencontrado sua mulher Anny, pela qual ainda pensava nutrir fortes sentimentos, Antoine Roquentin descobre que já não havia entre eles mais nada, exceto a simples repugnância entre quaisquer duas existências, o que o abala extremamente e o leva e abandonar Bouville definitivamente. Antes de partir, entretanto, ele termina por fazer suas reflexões mais escaldantes de toda a obra. Usando de sua ampla visão e conhecimentos, ele divaga sobre o que é a existência definitiva e as relações entre as existências simplórias que encontramos por toda parte, sempre à espreita.<br />
<br />
Para ele, por exemplo, a idéia da existência de uma árvore passa a ser gratuita e absurda como qualquer outra existência e o absurdo reside no próprio fato de se existir, isto é, torna-se um absurdo à medida que se existe, pois a existência é desprovida de uma lógica que a fundamente. Já no campo da matemática, uma circunferência encontra em si mesma uma lógica definida e clara – o giro completo de um segmento de reta lhe confere seu fundamento. Logo, o que existe é absurdo exatamente pelo fato de existir e deixa-se o absurdo à medida que se deixa a existência. Também o tempo é visto de uma forma intrigante, sendo nada mais nada menos que a nossa percepção sensitiva da mudança entre duas existências. O tempo, pouco conceituável fisicamente, torna-se filosoficamente algo de simplicidade interessante – entre duas existências e uma observação externa, configura-se a noção de tempo.<br />
<br />
Para selar o pessimismo que é detonado a cada página, Roquentin diz ainda que, algum dia, ele vai esbarrar nas ruas com homens cujas línguas estejam transformadas em lacraias e suas feições completamente animalizadas, pois, em sua visão, a igualdade de todas as existências poderia tornar os homens cada vez mais “existentes”, simplesmente “existentes”, como as próprias lacraias o são. O marquês de Rollebon, origem de sua vinda a Bouville, tornara-se, para ele, uma simples fuga de si mesmo, um homem buscando abandonar sua existência e mergulhar na de outro, numa tentativa naturalmente frustrada. Uma das últimas coisas que ele faz em Bouville, antes de tomar seu trem, é sentar-se num banco e observar as existências que o rodeiam, seja a de um lago, a de uma árvore ou a de cada pessoa que ele observa.<br />
<br />
Devemos ter em vista, ainda, que “A Náusea” é uma obra que cresceu numa mente inquieta e repleta de conceitos complicadíssimos e, até certo ponto, chocantes – a mente de Sartre. Cresceu também num solo fértil para tais contestações existenciais – um palco beligerante que encaminhava a Segunda Guerra Mundial (iniciada em 1939, um ano após a publicação da obra). Inegavelmente, a obra traz conceitos revolucionários e dissonantes de qualquer forma filosófica precedente, sendo amada por uns e renegada por outros, sem, todavia, perder sua importância no cenário da filosofia do século XX.]]></description>
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<title><![CDATA[prk lage]]></title>
<author>tche</author>
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<pubDate>Sun, 06 Apr 2008 22:57:33 -0300</pubDate>
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<title><![CDATA[Castorrrrr]]></title>
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<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 18:34:00 -0300</pubDate>
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<title><![CDATA[Eu no Scaner do Papai...]]></title>
<author>tche</author>
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<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 00:57:47 -0300</pubDate>
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